Japão e a falta de mão de obra qualificada para Tecnologia da Informação
Já se sabe há muito tempo da carência de mão de obra no mercado japonês de TI mas a cada ano o problema se agrava e recentes pesquisas do governo japonês apontam para uma ausência de 1,5 milhão de profissionais.
Não há, no Japão, tradição na formação desta mão de obra e o número de escolas voltadas à formação de profissionais de informática é muito pequeno, comparado ao tamanho do mercado de software, o segundo do mundo em volume de negócios. Normalmente, profissionais japoneses envolvidos com TI vem de outras áreas de formação, como as engenharias elétrica e mecatrônica e dos cursos de Economia e Administração de Empresas.
As alternativas encontradas já estão se mostrando insuficientes, e longe disso, não confiáveis. A criação de empresas na China, alternativa utilizada pelos japoneses nos últimos dez anos está se esgotando em si mesma face à baixa qualificação dos profissionais e ao elevado turnover nessa nova vivência das oportunidades do capitalismo na China: muitas empresas são criadas, equipes são desmanchadas e muitos projetos não chegam ao seu final.
Enviar projetos para a Índia é também um modelo em decadência devido à necessidade de criar soluções para novos problemas e não apenas encomendar código, como tradicionalmente tem acontecido nas duas últimas décadas. Os japoneses especificam mal, por falta de experiência e qualificação e os indianos são pouco flexíveis para introduzir novas soluções ou até mesmo tem pouca vivência em business para implementá-las. A recente alternativa do Vietnã, onde as empresas japonesas começaram a investir, não se mostra viável no curto-prazo, pois a formação de massa crítica não acontecerá no prazo necessário. Os egressos das novas universidades vietnamitas podem sair muito bons técnicos mas sem qualquer experiência no mundo real, na busca de soluções ou na introdução de novas técnicas associadas à prática.
Sobram outras ofertas, os japoneses começam a procurar pela saída e muitas empresas tem visitado ao Brasil. Embora não existam dados oficiais sobre o número de empresas japonesas de TI que vieram neste ano de 2007 ao Brasil em busca de soluções, sabe-se que a expectativa foi superada. A procura na Embaixada do Brasil em Tóquio, no Gartner Japan e diretamente às empresas e instituições como a Softex mostra que eles estão começando a correr atrás. Precisamos reagir e levar a nossa oferta para abocanhar uma bela fatia desse bolo de 40 bilhões de dólares por ano.
13 de Dezembro de 2007 @ 16:53
Helio,
Tudo bem? So passei para saber como voce esta, nao escreveu mais ..muito ocupado com o preparativos de final de ano. Dezembro nao tem nenhuma linha, acho que voce deve estar no Brasil.
milhoes de abracos.
Feliz Natal e Prospero Ano Novo se agente nao se falar ate la.
21 de Dezembro de 2007 @ 03:06
Helio, pedi pra divulgar esse artigo na comunidade SOFTEX na esperança de incentivar nossos empresários para atuarem no mercado japonês. Aproveito para desejar um FELIZ NATAL e um ano novo pleno de realizações.