Testes de software
No meio da crise mundial, a saída é buscar soluções que melhorem a qualidade e principalmente que apresentem números interessantes em corte de custos nas empresas. Qualidade de software passa por um processo criterioso de testes que, há muito tempo, já deixou de ser uma matéria secundária e passou a ganhar cada vez maior importância.
Na Índia, os testes de software como oferta de serviços terceirizados e em off-shore já respondem por um faturamento anual superior a 1 bilhão de dólares, com crescimento acentuado a cada ano. Os indianos continuam levando vantagem nessa oferta também, fruto de qualidade reconhecida pelo mundo da Tecnologia da Informação, aliado ao grau de conhecimento do idioma inglês e a vantagem do fuso horário próximo das 12 horas com o seu principal cliente, o mercado norte-americano.
Embalados pelos números dos indianos e pela crescente oferta brasileira em testes na modalidade off-shore e aproveitando o momento da crise, organizamos o Software Tests Seminar em Tóquio, no final de novembro. Como as conservadoras empresas japonesas já se retraem antes mesmo de esperar grandes números e ao menor sintoma de crise, achamos que o momento de atraí-los ao nosso campo e à nossa oferta era adequado. O Seminário na Embaixada do Brasil em Tóquio foi o terceiro consecutivo no outono japonês, depois de apresentarmos “O Potencial Brasileiro de Off-shore” em 2006 e “Soluções para Empresas Financeiras”, em 2007.
Público acima do esperado para um momento de crise e interessados do mais alto nível, entre empresas japonesas das áreas de finanças, seguros, indústria automobilística e serviços. Com duas palestras-chave, dentro do tema “Testes de Software”, abrimos o Seminário com um vídeo sobre o “Brasil Tecnológico”, desenvolvido pela APEX e apresentado pelo Softex, por Austregésilo Gonçalves. Em seguida, apresentei o “Potencial Brasileiro em Outsourcing”, Martin Tornquist da T&M Testes apresentou a experiência de 26 anos de sua empresa em qualidade e métricas de software, Marco Bassi mostrou o que o Grupo HDI oferece em testes de software e os representantes de BRQ (Eduardo Haranaka), Stefanini (Avishek Nigan) e TechResult (Marcelo de Pauli) mostraram o estágio atual de suas empresas como fornecedores de serviços de TI na modalidade off-shore.
A abertura do Seminário contou com a presença do Embaixador Castro Neves, que assumiu recentemente a Embaixada do Brasil em Tóquio.
Após o seminário e durante toda a semana, as empresas brasileiras participaram de reuniões com interessadas japonesas e a previsão de negócios para os próximos dois anos supera os 2 milhões de dólares, lembrando que a participação brasileira hoje em Testes de Software para o Japão está em aproximadamente 30 mil dólares anuais.
No site da embaixada está disponível o link para as palestras: http://www.brasemb.or.jp/portugues/economy/pdf/ITSeminar.htm
Nas fotos, os empresários brasileiros em reunião na Embaixada do Brasil.